
Na sequência do artigo abordado no último número do Jornal de Nisa, iremos dar continuidade a este importante problema de saúde pública – a Hipertensão Arterial.
A hipertensão arterial (HTA) é um factor de risco importantíssimo de doença cardiovascular e a principal causa de morte e incapacidade no nosso País.
Estudos demonstram que a pressão sistólica superior 160 mm Hg ou uma diastólica superior 95 mm Hg triplicam o risco de acidente vascular cerebral, duplicando também o risco de doença coronária.
Sabe-se também, que a HTA não provoca geralmente quaisquer sintomas ou sinais de doença, à excepção dos valores tensionais elevados detectáveis através da medição da pressão arterial.
Com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os principais órgãos vitais do organismo, como o cérebro, coração e rins, provocando sinais e sintomas.
As principais doenças associadas à HTA e por ela causadas são:
• Acidente vascular cerebral
• Cardiopatia isquémica, incluindo a angina de peito, enfarte do miocárdio e morte súbita.
• Insuficiência cardíaca.
• Aneurisma dissecante da aorta
• Insuficiência renal
Existem pois ao longo da vida todo um conjunto de erros nos estilos de vida que condicionam nos indivíduos susceptíveis ao aparecimento e/ou agravamento da HTA e suas complicações, como sejam:
• Consumo de excesso de sal
• Excesso de peso corporal
• Excesso de álcool
• Sedentarismo
• Tabaco …
As causas de hipertensão secundária, relativamente mais raras, têm igualmente importância, mas potencialmente controladas do ponto de vista clínico, como as doenças do rim e endócrinas.
O equipamento que proporciona maior confiança e rigor na medição da pressão arterial é o esfigomanómetro de mercúrio.
Vigilância / Tratamento:
Estudos mostram que o tratamento farmacológico é bastante eficaz no controlo da HTA e na redução das suas complicações.
Nestes doentes geralmente começa-se por um período inicial de avaliação cuidadosa e num programa instituído por medidas não farmacológicas. Estas medidas vão trazer não só descida da pressão arterial, com também correcção de outros factores de risco cardiovascular, como obesidade, erros alimentares, hiperlipidémias, ….
Entre as medidas não farmacológicas, definem-se logo de inicio a adopção de estilos de vida saudáveis já atrás enunciadas e que geralmente significam de imediato uma descida da pressão arterial.
Outras medidas demais evidentes para necessitarem de ser enumeradas, como:
• Reduzir o excesso de peso – através de uma dieta equilibrada.
• Reduzir o consumo de álcool
• Promover a prática do exercício físico regular – marcha, corrida, natação…
Quando as medidas não medicamentosas forem insuficientes, recorre-se aos fármacos.
No entanto. há que ter presente que estes não curam a HTA, controlam, pois uma vez iniciado o tratamento medicamentoso é para ser mantido e continuado ao longo da vida.
Parreira Dinis
Enf. Chefe










