
Conhecida durante décadas como sendo a "Feira das Maçãs", evidentemente que depois de três anos, passou a chamar-se "Feira de Outono".
A quarta edição desenrolou-se em Azay-le-Rideau, nos dias 29 e 30 de Outubro, debaixo de um ambiente convivial, atraindo milhares e milhares de pessoas, que vieram não só para apreciarem os deliciosos frutos maçãs e peras, como também para visitarem o "diamante lapidado" do Indre, o chateau (castelo), assim o descrevia, admirativo, Honoré de Balsac, sem ter dúvidas de sedução.
Para os "Ridellois", este castelo é incontestavelmente, “o mais belo dos castelos do Vale de Loire”. Eu posso garantir-vos que os visitantes ficam apaixonados pelo charme da sua arquitectura harmoniosa que se reflecte na água como um espelho, desde que o sol apareça e o Outono é propício para se descobrir as cores da bela paisagem do parque envolvente.
As condições meteorológicas foram favoráveis, com o sol a romper pelas nuvens, que se tornou num belo dia solarengo, que não deixou os expositores nem visitantes, pensar que deram o tempo por mal empregado.
Para além da venda ao público dos deliciosos frutos, houve também nas ruas do centro da vila: "feira de velharias", animação de rua, exposições de fotografia, pintura, livros, provas de vinho novo (bernache), restauração e ainda mostras de produtos regionais e artesanais. Para os mais novos, não faltaram os carrosséis para se divertirem, enquanto os mais velhos frequentavam os "stands" dos mais variados petiscos. As ruas foram cortadas ao trânsito, pelas 11h00 de domingo e a inauguração contou com a presença do Sr. presidente da Câmara, Michel Verdier , de seus conselheiros municipais e ainda a presença de Hervé Novelli, deputado governamental, que terminou com um "copo de amizade" a todos os presentes, assim como a entronização de várias personalidades locais pela Confrérie des Bannerets...
No final, o senhor Michel Verdier agradeceu a todos os arboricultores e vinicultores, às Associações, aos voluntários e ao público em geral, porque sem eles a"feira" não tinha êxito, sublinhando que a última festa do ano, foi na realidade muito popular, despedindo-se, com um “até para o ano"...
"CALDER EM TOURAINE"...
A continuação desta minha crónica, dedicada às vilas geminadas com a nossa terra, é uma longa história... É uma história de amor, que nos retrata a vida de um homem, o célebre escultor americano, que viveu o resto da sua vida na pequena aldeia de Saché.
Alexander Calder nasceu no dia 27 de Julho de 1884, em Philadelphia, nos Estados Unidos. Ele era já um artista conhecido antes de chegar à "Touraine" e descobrir Saché, por intermédio do seu compatriota Jo Davidson, que vinha pelo Verão. Em 1962, instalou o seu novo atelier, duma concepção muito futurista, dominando a Vallée de la Basse-Chevriére, em Saché, ligando-se rápidamente à aldeia e seus habitantes. Mais tarde, em 1974, ofereceu à vila uma das suas obras (um móbil tornante), fixada na Praça Principal, junto à igreja.
Por ocasião da Exposição Universal de Montreal, no Canadá, em 1967, enviou uma das suas obras, talvez a mais importante, "o homem", como foi baptizada, toda em aço inoxidável e com 24 metros de altura. De igual modo, Calder fez donativo de outra obra, à
Universidade de Tours, e ainda outra, ao Liceu Chaptal de Amboise. Em 2008, realizou-se uma grande exposição dedicada à sua memória, que teve lugar no Castelo de Tours, que atraiu dezenas de milhares de pessoas, conhecedores do seu talento, onde puderam apreciar várias obras e diversos documentos, ligados ao artista de Saché.
Actualmente existe uma polémica à volta das suas obras, dado que um "reformado" de Tours, manifestou que possui nove obras de Calder, oferecidas por ele nos anos 70, sendo que as suas filhas e herdeiras, Mary e Sandra Calder, duvidam, assim como a Fundação Calder, esperando-se o resultado do Palácio de Justiça de Paris!!!...
Até à próxima, com um abraço...











