Jornal de Nisa

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E que tal um esforço?

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Estamos a terminar o mês de Novembro e estou a pensar, provavelmente como muitos de vocês que o ano está a terminar e, continuo a pensar tal como vocês “como o ano passou tão rápido!”.

Se quisermos retirar o que de bom se passou neste ano podemos concluir “foi mais um ano…” mas e se tentássemos não adiar as promessas?

Quando nos aproximamos dos festejos da passagem de ano as promessas são muitas e os pedidos também, mas na verdade cada mês que passa é quase sempre igual ao outro… porquê?

Porque há quem continue preocupado em comentar as roupas da vizinha em vez de comentar as suas, há quem se preocupe maleficamente com o sucesso profissional de um conhecido em vez de lutar pelo seu, há quem se lembre de cortar relações com outro amigo porque deu ouvidos a outros sem sequer ter um pouco de decência, há quem se preocupe com os falatórios em vez de olhar para dentro da sua casa, há quem seja grosseiro em vez de simplesmente por a mão na consciência… um gesto tão simples não é verdade?

Tudo o que escrevi é-vos familiar… Num ano tudo pode acontecer, é o ciclo da vida, tudo muda, há casamentos, baptizados, funerais, divórcios mas de uma coisa não nos podemos esquecer, nós ainda estamos vivos e a forma em como podemos mostrar respeito pela dádiva da vida é sermos pessoas melhores. Não é um discurso idiota creio, é sim uma forma de pedir a todos que se respeitem mais uns aos outros, Nisa é uma vila e como é possível já dar para fazer tantas novelas e escrever tantas enciclopédias?

Em vez de criticarmos os outros simplesmente por inveja porque não desejar-lhes o melhor? Em vez de nos preocuparmos porque um amigo ou amiga nos atraiçoou porque não ignorar simplesmente? Desapareceu? É porque não fazia falta! Em vez de nos preocuparmos com quem fala mal de nós porque não sorrir e caminhar ainda mais forte?

Avizinham-se tempos difíceis e a solidariedade e companheirismo nunca foram tão necessários como agora. O país pode não navegar em dinheiro mas a amizade e união podem fazer milagres e tristes daqueles que não acreditam… para esses… que Deus os proteja!

Sejam felizes!

[Publicado na edição de 25 de Novembro de 2011 do Jornal de Nisa (n.º 31, II Série)]

 

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