
Das medidas previstas, deixamos uma síntese:
- Facilitação dos despedimentos, reduzindo a indemnização paga pelo patronato de 30 para 10 dias (por ano de trabalho) e alargando as possibilidades de despedimento por “justa causa”;
- Redução da duração máxima do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses e limitação do seu montante a 2,5 IAS, com redução sistemática do seu valor após seis meses;
- Congelamento do salário mínimo nacional e desvalorização geral dos salários por via da alteração da legislação de trabalho e do subsídio de desemprego;
- Diminuição real de todas as pensões e reformas durante três anos, incluindo as pensões mínimas, e corte das de valor superior a 1500 euros;
- Aumento do IVA, designadamente nas taxas de bens e serviços essenciais, e de outros impostos indirectos;
- Aumento do IRS por via da redução/eliminação de deduções ficais (saúde, educação, habitação), incluindo o agravamento da tributação das reformas e pensões e introdução do pagamento de imposto sobre rendimentos de apoios sociais;
- Aumento dos preços de energia eléctrica e do gás, por via da sua liberalização e do agravamento do IVA;
- Agravamento significativo das taxas moderadoras, diminuição das comparticipações dos medicamentos;
- Cortes significativos na saúde, educação, justiça, administração local e regional;
- Encerramento e concentração de serviços (hospitais, centros de saúde, escolas, tribunais, finanças e outros serviços da administração central e regional);
- Eliminação de freguesias e municípios em número significativo, afastando vastas zonas do território e largas camadas da população de serviços essenciais;
- Banca e grupos económicos isentos de qualquer medida de penalização;
- Transferências de 12 mil milhões de euros para a banca, acrescida de garantias estatais no valor de 35 mil milhões de euros;
Em tempo de férias e com o argumento dos prazos impostos pela troika, o governo (com a cumplicidade do PS) prepara-se para fazer aprovar as alterações à legislação laboral e aprofundar o roubo iniciado com o corte (que o actual primeiro ministro, em campanha eleitoral prometeu não fazer) no subsídio de Natal. Mais do que nunca, devemos estar atentos e lutar com todas as nossas forças contra esta política que conduzirá o nosso país ao desastre. Afinal, a alternativa existe (basta estar atento ao caso da Islândia) e é possível recuperar da crise sem aceitar acriticamente e de cabeça baixa todas as medidas que nos querem impor e que, noutros países, nomeadamente na Grécia, não resultaram.
Esmeralda Almeida,
em representação da Comissão Política Concelhia











