Jornal de Nisa

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PS perde no distrito de Portalegre por poucos votos, contrariando a diferença nacional. O país ruma à direita em 2011...

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Perante os resultados obtidos dia 5 de Junho de 2011, para as eleições legislativas antecipadas, ficam as seguintes notas em relação ao Distrito de Portalegre:

Relativamente às 3 cidades existentes, o PS venceu claramente em Elvas, com maior número de votos em 9 das 11 freguesias, bem como em Ponte de Sor, vencendo em 4 das 7 freguesias, pese embora uma derrota pesada na sede de Distrito, Portalegre, só tendo vencido na freguesia de Urra, em 10 freguesias existentes.

Relativamente aos concelhos ainda com mais de 7.000 eleitores, o PS ganha claramente em Campo Maior, em todas as freguesias e por maioria absoluta, enquanto que em Nisa perde por 140 votos, ainda que vencendo em 5 das 10 freguesias.

Quanto aos restantes concelhos, o PS faz o pleno em Gavião e Monforte, vencendo em todas as freguesias, empatando inicialmente a 699 votos com o PSD no Crato (com 6 freguesias), onde só perde nas freguesias de Crato e Mártires e Flor da Rosa, vem depois a ficar atrás na contagem final, e regista mais votos que o PSD em Avis (em pelo menos 6 das 8 freguesias).

Quanto a esta questão dos resultados nas sedes de concelho serem diferentes das freguesias rurais, fica o registo de Alter do Chão (com 4 freguesias), Fronteira (com 3) e Sousel (com 4) em que o PS ganha em todas a freguesias rurais.

Em Arronches, com 3 freguesias, o PS só ganha nos Mosteiros, onde José Sócrates, a 13 de Setembro, arrancou com a campanha nacional para as legislativas de 27 de Setembro de 2009, enquanto que em Castelo de Vide (com 4 freguesias) só vence em Póvoa e Meadas, mas das 4 freguesias de Marvão consegue 2 boas vitórias na Beirã e em Santo António das Areias.

O Distrito de Portalegre elege assim dois Deputados à Assembleia da República, um pelo PS e outro pelo PSD, ao mesmo tempo que a Câmara Municipal de Portalegre perde o seu Presidente que passados poucos dias se demite.

Como resultado a nível nacional, e enquanto o PS prepara a eleição de um novo Secretário-geral, entre António José Seguro e Francisco Assis, e de uma nova estratégia global nacional, que ficará à escolha livre de cada militante, os candidatos eleitos para governar Portugal dão já o ar da sua graça.

Após todo o aparato montado para a conquista do poder, Paulo Portas abandona de imediato as reais preocupações dos portugueses, escolhendo uma pasta cómoda para si, em vez de assumir, por exemplo, a natural pasta da Agricultura e Pescas que lhe competia, deixando-a para quem tem menos experiência política na área, e numa altura que sabemos que Portugal tem 220 mil agricultores pagos para não plantarem (e basta só relembrar de quem é esta responsabilidade …).

Fernando Nobre mente aos portugueses e não se demite de Deputado, após não ter sido eleito Presidente da Assembleia da República, que deixa de ter uma reconhecida Alta Figura de Estado, mas ganhando a presença de uma mulher nessas funções.

Passos Coelho decide entretanto não nomear novos Governadores Civis, falando em termos "de rigor e de contenção", com uma atitude populista que deve ter aprendido com Paulo Portas, esquecendo-se de dizer quanto é que representa o Orçamento dos Governos Civis no Orçamento de Estado. Com este extraordinário exemplo, sedimenta-se o prenúncio da morte definitivamente lenta que querem dar ao interior do país.

Contrariando estas teorias abstractas, o país fica também a saber que o défice público recuou 89% de Janeiro a Maio, o que mais uma vez vem confirmar o trabalho de rigor que o Governo anterior estava a implementar no país e que os partidos irresponsáveis não permitiram que consolidasse.

Marco Oliveira
Presidente da Comissão Política Concelhia

 

 

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