
As recentes políticas de austeridade em vigor, no seguimento do apelo da presença da Troika em Portugal por parte de alguns partidos representados na Assembleia da República, vieram afectar a já situação anémica em que Nisa vive há vários anos.
Por esse mesmo motivo, e dentro da regularidade habitual, realizou a Concelhia de Nisa do Partido Socialista, no passado dia 5 de Novembro, uma Comissão Política para analisar e debater alguns dos temas mais sensíveis e que afectam as nossas populações e o meio que as envolve.
De entre os vários pontos, um dos que está na ordem do dia como é a extinção da Empresa Municipal “Ternisa” e a nomeação da Comissão Liquidatária, foi analisado perante a parca informação desde sempre existente, que resultou por exemplo na falta de verdade nas contas da empresa, mas que não impediram a apresentação de propostas de solução por parte dos Vereadores do PS e o trabalho construtivo dos seus Deputados na Assembleia Municipal. Mais uma vez a deselegância primou, bastando só sublinhar o facto dos Vereadores do PS terem sabido da demissão do último Presidente do Conselho de Administração na praça pública. Na situação actual, as dúvidas levaram o Executivo a solicitar emissão de um parecer, algo que se aguarda. O que nunca se perderá para a história foi o interesse pessoal da actual Presidente na abertura prematura do Complexo Termal, a dias das eleições autárquicas.
Afectando o concelho de Nisa, foi analisada a Reorganização Administrativa Local, com base no chamado Documento Verde, que poderá levar à agregação ou extinção de várias Freguesias. No concelho de Nisa, com base nos critérios, verificam-se determinadas incongruências, dando-se como exemplo a diferença entre as Freguesias de Alpalhão e Tolosa, uma considerada rural e a outra urbana (onde a densidade populacional tem toda a relevância), ou a possibilidade de extinção ou agregação da Freguesia de Amieira do Tejo por uma questão de metros de distância da sede de concelho, resumindo-se tudo a uma mera consideração numérica, forma lamentável como são tratadas as pessoas e as áreas às quais pertencem. O Partido Socialista decidiu assim, não dando nenhuma das possíveis análises como definitivas e observando as tomadas de posição da ANAFRE, acompanhar de forma muito próxima todas as reacções das várias Freguesias, uma vez que qualquer decisão só deverá aplicar-se, através da adesão voluntária localmente discutida, valorizando sempre a importância das Freguesias no desenvolvimento local e no apoio às populações.
Quanto ao encerramento de extensões de Saúde no concelho de Nisa e a redução do horário do Centro de Saúde, nomeadamente aos fins-de-semana, algo que é um dado adquirido e imposto pela ULSNA desde 1 de Novembro, os membros da Concelhia de Nisa do PS decidiram aguardar a forma como os principais decisores da reforma em curso vão agora dar apoio às pessoas mais necessitadas de serviços de saúde, uma vez que a solução será o entendimento entre Município, Centro de Saúde e Freguesias para esse apoio, mas, imagine-se, e de forma caricata, com o contributo de Freguesias que estão em vias de também serem extintas.
Por fim, informamos que o Partido Socialista realiza novamente este ano, no mês de Dezembro, o seu Jantar de Natal, aberto a todos os militantes e simpatizantes e suas famílias, e que poderá vir a contar com uma referência à candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Para mais informações: http://psnisa.blogspot.com. Continuamos atentos!
O PS de Nisa aproveita para desejar um Feliz Natal a todos os nisenses e suas famílias.
Marco Oliveira,
Presidente da Comissão Política Concelhia
[Publicado na edição de 25 de Novembro de 2011 do Jornal de Nisa (n.º 31, II Série)]











